Fig. 1 Gráfico da distância heliocêntrica versus magnitude heliocêntrica para vários cometas que talvez permita estimar o destino do C/2026 A1. Cortesia: Nicolas Lefaudeux (Facebook). A morte do cometa C/2026 A1 (MAPS)! Infelizmente, reportamos que o cometa MAPS não suportou sua aproximação com o sol. Restos do que sobrou de sua aproximação podem ser vistos na imagem abaixo (é a pluma esbranquiçada no quadrante superior direito na imagem SOHO da Câmera C3 em 5/4/2026). Atualização 3/4/2026 . E lá vai o MAPS como visto pela câmera C3 do SOHO... A lguns informes sobre o estado do MAPS antes de sua passagem periélica e em complementação ao que foi publicado em Cometas em 2026: C/2026 A1 (MAPS) : Evolução da curva de brilho O gráfico da Fig. 1 é uma atualização fornecida por Nicolas Lefaudeux que permite tirar algumas conclusões sobre a perspectiva de evolução de brilho desse cometa. No eixo "x" está representada a distância heliocêntrica (distância do cometa desde o sol) ...
Um cometa risca o céu
Em tons de prata a brilhar
Sua cauda exibe como troféu
E deslumbra e encanta o olhar
Um cometa que brilha como um brinco
Espelhado sobre o vespertino poente
Um espetáculo de beleza que desponte,
Como um presente de 2024 para 2025.
Sua cauda exibe como troféu
E deslumbra e encanta o olhar
Um cometa que brilha como um brinco
Espelhado sobre o vespertino poente
Um espetáculo de beleza que desponte,
Como um presente de 2024 para 2025.
Depois da perspectiva de possível fiasco com cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) cujo núcleo pode se desintegrar nas proximidades do sol arruinando sua observação pós-periélica, um novo cometa foi descoberto com chances de brilho notável. O cometa C/2024 G3 (ATLAS) foi descoberto em abril de 2024 pelo sistema ATLAS de busca de objetos. O nome desse dispositivo é uma abreviação para Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System ou "Sistema de últimos alertas de possíveis asteroides de impacto na Terra", em uma tradução livre.
O C/2024 G3 (ATLAS) tem uma órbita peculiar que apenas toca a eclíptica em pontos muito próximos do sol quando o cometa se dirige para o hemisfério norte. A maior parte de sua órbita se localiza ao "sul" do plano da eclíptica (inclinação orbital de 116.8 graus), o que significa que a observação desse cometa será melhor desde o hemisfério sul, principalmente próximo ao periélio.
Seu periélio está marcado para o início de janeiro de 2025 (dia 13), quando poderá atingir a notável mag. -0,2 (exatamente isso, um cometa com magnitude negativa!), o que o colocaria como astro de possível observação diurna - em que pese sua posição muito próxima do sol e da época do ano. Como sempre, essa é uma previsão que dependerá da interação do núcleo do cometa com o sol. Como esse cometa é do tipo "sun grazing" (ele se aproximará no periélio a 0,09 UA ou apenas 14 milhões de km do sol), isso significa que as chances maiores de observação ocorrerão antes do periélio.
No final de julho de 2024, o cometa brilha com mag. 15-16 na constelação do Cruzeiro do Sul. No final de dezembro de 2024, ele se torna um objeto visível a pequenos telescópios. O intervalo de máximo brilho (abaixo de mag. 5,0) será muito breve em torno do periélio no mês de janeiro de 2025. Isso nos leva a outro ponto de preocupação: considerando esse mês do ano no Brasil, sua observação será provavelmente prejudicada pela presença de nuvens típicas do período chuvoso. Infelizmente, para observadores no hemisfério norte, esse cometa não poderá ser observado.
Se o cometa "vingar" e tivermos sorte no clima, será possível observá-lo por breves momentos no céu vespertino (depois do dia 20/1/25) na constelação do Capricórnio. Por essa época, porém, o cometa terá reduzido muito de brilho, chegando à mag. 4,0. Dada sua proximidade com o sol, será provavelmente um objeto de difícil observação próximo ao horizonte.
Mapas mais detalhados para a observação desse cometa em 2024 podem ser obtidos na página de van Buitenen com link abaixo.

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