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Atualização de cometas em 2026: C/2026 A1 (MAPS)

Fig. 1 Gráfico da distância heliocêntrica versus magnitude heliocêntrica para vários cometas que talvez permita estimar o destino do C/2026 A1. Cortesia:  Nicolas Lefaudeux (Facebook). A morte do cometa C/2026 A1 (MAPS)!   Infelizmente, reportamos que o cometa MAPS não suportou sua aproximação com o sol. Restos do que sobrou de sua aproximação podem ser vistos na imagem abaixo (é a pluma esbranquiçada no quadrante superior direito na imagem SOHO da Câmera C3 em 5/4/2026). Atualização 3/4/2026 . E lá vai o MAPS como visto pela câmera C3 do SOHO... A lguns informes sobre o estado do MAPS antes de sua passagem periélica e em complementação ao que foi publicado em Cometas em 2026: C/2026 A1 (MAPS) : Evolução da curva de brilho O gráfico da Fig. 1 é uma atualização fornecida por Nicolas Lefaudeux que permite tirar algumas conclusões sobre a perspectiva de evolução de brilho desse cometa. No eixo "x" está representada a distância heliocêntrica (distância do cometa desde o sol) ...

Conjunção Venus-Júpiter (27 de agosto de 2016)


Conforme divulgado em nosso post "Alguns eventos astronômicos em 2016", haverá uma conjunção muito fechada de Vênus e Júpiter no entardecer do dia 27 de Agosto de 2016. Conjunções planetárias são efemérides bastante frequentes, porém, poucas se destacam por estreita "distância aparente" atingida pelos participantes planetários. Como sempre, o alinhamento (o que também exige posicionamento da Terra) é puro efeito de perspectiva, sendo que a "distância real" dos planetas envolvidos é bastante grande, considerando-se as dimensões do sistema solar. No caso deste evento, a distância aparente entre os principais componentes será da ordem de cinco minutos de arco.

Qual será a magnitude aparente do par?

A conjunção nos remete a uma interessante questão: dados dois objetos "estelares" com magnitudes aparente m1 e m2, se eles se aproximarem até que não possam ser separados a vista desarmada, qual é a magnitude resultante, m ?

Como é esperado, o fluxo luminoso conjunto do par será dado pela soma dos fluxos. Em termos de magnitudes, o fluxo luminoso é

F/F0 = 10^[m0-m]*2/5                    (1)

onde F0 é um fluxo de referência com magnitude m0 de referência. O fluxo total do par será dado portanto por

(F1+F2)/F0=10^[m0-m1]*2/5+10^[m0-m2]*2/5                   (2)

Aplicando a (1) para a magnitude combinada do par (e eliminado o termo que depende de m0), então:

m = -5/2*log[10^(-2*m1/5)+10^(-2m/5)]                (3)

A relação (3) fornece a equação procurada (ver também 1), o que mostra que m não é dado como uma função "linear" das magnitudes de cada componente. 

As circunstâncias da efeméride predizem que a separação máxima observada na data será de 4'40'' e as magnitudes de Vênus e Júpiter serão, respectivamente, -3.91 e -1.68 (sem considerar o efeito da atmosfera). Portanto, usando a Eq. (3) acima encontramos que a magnitude do par será de -4.04 (o que ainda assim é menor que o brilho máximo de Vênus, que chega a -5.0).

Para Brasília, DF, o fenômeno poderá ser visto no horizonte ocidental, ao cair da tarde do dia 27 de Agosto, sendo mais facilmente observado depois das 18 h do tempo local (o par estará visível acima do horizonte até aproximadamente 19:20). O planeta Mercúrio também poderá ser visto ladeando o encontro dos gigantes de brilho no céu, o que mostra que essa conjunção será, na verdade, tríplice.

Aspecto da conjunção no dia 27. O evento, na verdade, é uma conjunção tríplice, pois Mercúrio também estará próximo. 

Referência

1 - Meeus, J. H. (1991). Astronomical algorithms. Willmann-Bell, Incorporated.

Comentários

  1. SENSACIONAL, MARAVILHOSO, INDESCRITÍVEL EVENTO, PARA OS SUMÉRIOS ERAM AVISOS DA CHEGADA DE UM REI, O ANUNCIO DE GRANDES MUDANÇAS NO PLANETA TERRA, PARA NÓS DEVE SIGNIFICAR ALGO TAMBÉM..

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