Fig. 1 Gráfico da distância heliocêntrica versus magnitude heliocêntrica para vários cometas que talvez permita estimar o destino do C/2026 A1. Cortesia: Nicolas Lefaudeux (Facebook). A morte do cometa C/2026 A1 (MAPS)! Infelizmente, reportamos que o cometa MAPS não suportou sua aproximação com o sol. Restos do que sobrou de sua aproximação podem ser vistos na imagem abaixo (é a pluma esbranquiçada no quadrante superior direito na imagem SOHO da Câmera C3 em 5/4/2026). Atualização 3/4/2026 . E lá vai o MAPS como visto pela câmera C3 do SOHO... A lguns informes sobre o estado do MAPS antes de sua passagem periélica e em complementação ao que foi publicado em Cometas em 2026: C/2026 A1 (MAPS) : Evolução da curva de brilho O gráfico da Fig. 1 é uma atualização fornecida por Nicolas Lefaudeux que permite tirar algumas conclusões sobre a perspectiva de evolução de brilho desse cometa. No eixo "x" está representada a distância heliocêntrica (distância do cometa desde o sol) ...
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| Fig. 1 Reprodução do Stellarium mostrando o trânsito "duplo" de Io e Ganimedes em 23 de março de 2016 por volta das 21:20 (tempo de Brasília). Io projeta uma sombra. |
Março é o mês da oposição "joviana" ou de Júpiter. Ela acontece "oficialmente" no dias 8 de março de 2016 aproximadamente às 10:00 TU (tempo universal). No período de oposição, esse planeta pode ser visto ao entardecer durante toda a noite e madrugada.
Na verdade, fevereiro, março e abril são meses ideais para observação de Júpiter, o que pode ser ainda mais facilitado pelo uso de um telescópio amador. Conforme o diâmetro da objetiva do instrumento usado para observação, progressivamente mais detalhes podem ser vistos no disco do planeta. Essas características estão sempre mudando, de forma que o observador irá constatar ser a face de Júpiter muito movimentada se comparada a relativa imutabilidade de outros fenômenos celestes ou de outros planetas.
Idealmente, diâmetros acima de 200 mm devem ser usados para observar detalhes mais finos da atmosfera, mas, em geral, aberturas menores são possíveis, principalmente na observação de trânsitos. Conforme descreve Jean Nicolini (1):
Se um telescópio de 200 mm for empregado e à condição de que o observador tenha adquirido boa experiência, não raro torna-se possível acompanhar as particularidades da evolução, transformações, modificação das zonas claras, das nodosidades existentes nas faixas sombria, dos "penachos" equatoriais ou mesmo de algumas particularidades permanentes existentes nas diversas regiões que dividem o planeta.Nicolini lembra que, na oposição, é possível observar uma rotação completa do planeta, ao se iniciar observações à noite ao longo de aproximadamente dez horas. Isso pode tanto ser feito visualmente como por meio de fotografias, como a tirada pelo autor deste blog na imagem da Fig. 2.
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| Fig. 2 Foto de Júpiter tirada pelo autor deste blog em 30/4/2006 por meio de um telescópio refletor Maksutov-Cassegrain de 5 polegadas. |
Trânsito de satélites galileanos
Com a proximidade do planeta, outros eventos dinâmicos podem também ser observados na "corte" de satélites que fazem parte do sistema de Júpiter. Este ano, em particular, o par de satélites Io e Europa cruzarão simultaneamente o disco em várias datas. Para facilitar observadores dentro da zona -3 GMT, abaixo fornecemos as datas para alguns desses trânsitos.
- 08/3- Trânsito duplo Io-Europa que ocorre de 00:28 a 01:56 TU
- 15/3- Trânsito duplo Io-Europa que ocorre de 2:21 a 4:34 TU.
- 23/3- Trânsito duplo de Io-Ganimedes que ocorre de 23:47 a 0:58 TU (em 24/3).
- 01/4 - Trânsito duplo Io-Europa que ocorre de 20:16 a 21:19 TU.
- 08/4 - Trânsito duplo Io-Europa que ocorre de 22:54 a 23:14 TU.
Todos esses eventos ocorrem no dia anterior marcado para a zona -3GMT se a data de início for depois das 00:00 TU, ou seja, ocorrem durante a noite (do dia anterior). Assim, por exemplo, o evento de 23/3 começa às 20:47 (Tempo de Brasília) nessa data e termina às 9:58 em 23/3. Para outros lugares do mundo, basta somar ou subtrair do valor TU conforme o meridiano.
Na Fig. 1 ilustramos uma imagem desse evento. A movimentação dos satélites é rápida e confirma o emoção que é observar Júpiter.
Referências e notas
(1) J. Nicolini (2004). Manual do Astrônomo Amador. Papirus Editora, 4a Edição.
Referências e notas
(1) J. Nicolini (2004). Manual do Astrônomo Amador. Papirus Editora, 4a Edição.


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