Foto do cometa C/2026 A1 (MAPS) como visto desde o telescópio Webb. Fonte: Wikipedia a partir de uma imagem processada por Melina Thévenot. Créditos NASA/ESA/CSA e Quicheng Zhang et al. N em bem postamos sobre a falta de cometas potencialmente brilhantes em 2026 e o 13 de janeiro de 2026 revelou a chegada de um novo cometa: o C/2026 A1 (MAPS) , descoberto no Observatório de S. Pedro do Atacama por um grupo de astrônomos amadores (o nome MAPS são as iniciais dos sobrenomes Maury, Attard, Parrott e Signoret dos responsáveis pelo programa de observação). Para deixar a história ainda mais fascinante, seus elementos orbitais apontam como um cometa do tipo "Kreutz", ou aqueles que passam rasantes no sol e, por isso, bem poderiam se chamar " cometas suicida s". A questão que se coloca (ou a "pergunta do ano") é: qual será a magnitude desse objeto próximo ao seu periélio? Há pessoas em grupos sociais já anunciando um espetáculo no começo de abril de 2026 quand...
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| Fig. 1 Posição da nova na constelação do Delfim, visível com binóculos. Clique no mapa para amplicar. |
O astrônomo Japones Koichi Itagaka de Yamagata no Japão descobriu uma 'nova estrela' na constelação do Delfim (Fig. 1) no dia 14 de Agosto último. Para isso, ele usou um telescópio refletor de 7 polegadas e uma câmera CCD. Essa estrela recebeu a designação temporária PNVJ20233073+2046041.
Horas mais tarde, ela foi confirmada como um objeto 'novo' que brilhava a mag. 6,8 quase que visível à vista desarmada. Um dia antes da descoberta, nada era visível até a mag. 13 na posição assinalada pelo descobridor. Com esse brilho, a nova estrela pode ser facilmente fotografada com equipamento comum, usando-se exposições curtas de até 30 segundos.
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| Fig. 2 Mapa feito como Stellarium por Bob King mostrando a aparência da nova estrela em um campo e 2 graus. Os número indicam valores de magnitude (sem a separação decimal). |
A aposta é que esse novo objeto continuará a crescer de brilho, talvez atingindo o limite para observação visual desarmada, mesmo contando com a poluição luminosa (Fig. 3). Embora a designação de 'nova', acredita-se que se trata, de fato, de uma explosão de uma estrela que sempre existiu no lugar, mas que era fraca demais para provocar qualquer atenção especial. Segundo teorias modernas, uma nova ocorre quando dois objetos peculiares (um deles sendo uma anã branca) estão muito próximos. A anã branca extrai gás de sua companheira muito maior e esse gás bastante aquecido (a temperaturas que chegam a centenas de milhares de graus Celsius), provoca o clarão observado como nova.
Esse fenômeno pode reduzir em até 16 pontos o valor de magnitude do objeto, o que representa um aumento de 100 mil vez no brilho intrínseco.
Para astrônomos amadores de plantão, o fenômeno é raro o suficiente (poucas novas ficam abaixo de mag. 8,0) para justificar uma campanha de acompanhamento de brilho, anotando-se cuidadosamente os valores por comparação com estrelas vizinhas, conforme mostra o mapa feito por Bog King na Fig. 2.
Para um mapa com maior campo:
http://media.skyandtelescope.com/documents/Nova_in_Delphinus_PSA64.pdf
Para um mapa com maior campo:
http://media.skyandtelescope.com/documents/Nova_in_Delphinus_PSA64.pdf
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| Fig. 3 Curva de brilho da Nova Delphini até 16 de agosto de 2013, mostrando brilho crescente na data. Cortesia: AAVSO. |



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