Fig. 1 Gráfico da distância heliocêntrica versus magnitude heliocêntrica para vários cometas que talvez permita estimar o destino do C/2026 A1. Cortesia: Nicolas Lefaudeux (Facebook). A morte do cometa C/2026 A1 (MAPS)! Infelizmente, reportamos que o cometa MAPS não suportou sua aproximação com o sol. Restos do que sobrou de sua aproximação podem ser vistos na imagem abaixo (é a pluma esbranquiçada no quadrante superior direito na imagem SOHO da Câmera C3 em 5/4/2026). Atualização 3/4/2026 . E lá vai o MAPS como visto pela câmera C3 do SOHO... A lguns informes sobre o estado do MAPS antes de sua passagem periélica e em complementação ao que foi publicado em Cometas em 2026: C/2026 A1 (MAPS) : Evolução da curva de brilho O gráfico da Fig. 1 é uma atualização fornecida por Nicolas Lefaudeux que permite tirar algumas conclusões sobre a perspectiva de evolução de brilho desse cometa. No eixo "x" está representada a distância heliocêntrica (distância do cometa desde o sol) ...
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| Amostra 110534212 de um objeto cometário disponível para análise pelo projeto Zooniverse. Fonte: Zooniverse.org |
Nem bem acabou de ver sua primeira luz, o recém-inaugurado Observatório Vera Rubin (https://rubinobservatory.org/) provocará uma verdadeira revolução na busca por cometas. Em menos de uma semana de imagens, esse observatório (Fig. 1) conseguiu descobrir mais de 2000 asteróides!
O site https://www.zooniverse.org/projects/orionnau/rubin-comet-catchers inaugurou as buscas de campos colhidos nas primeiras imagens contendo corpos do sistema solar. No esquema "Citizen Science", qualquer pessoa com conexão de internet pode ajudar a identificar, nas imagens, cometas e outros "asteroides com caudas" ou "asteroides ativos". A interface é intuitiva e o treinamento de identificação é quase imediato. Para participar das buscas, basta criar um login e uma senha no site do Zooniverse.
Bem-vindos ao Caçadores de cometas Rubin e feliz Dia do Asteroide! Estas imagens fazem parte do conjunto de dados Data Preview 1 (DP1) do Observatório Vera C. Rubin da NSF-DOE, usando a câmera especial de comissionamento, e que é apenas uma pequena amostra do que está por vir!
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| Fig. 1 Imagem Wikipedia do Observatório Vera Rubin, no monte Cerro Pachón no Chile. |
No futuro, mesmo essa análise feita por humanos será substituída por sistemas já desenvolvidos de IA que, usando como treinamento aquilo que for bem classificado pelos humanos, assumirá a tarefa mais difícil de identificação de cometas.
A quantidade colossal de dados gerados pelo observatório fará com que qualquer pessoa possa ajudar a descobrir um cometa e tornará cada vez menos necessárias as buscas por amadores "independentes". Essas buscas já sofriam com a competição de telescópios robóticos, conforme já vimos no post "Como descobrir um cometa".
O Observatório Vera Rubin, porém, leva tudo para um novo patamar, talvez apagando os resultados dos telescópios robóticos.
Bem-vindos aos novos tempos da Astronomia de "big data" e caça usando inteligência artificial.


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